terça-feira, 21 de setembro de 2010

O regresso do amor



O amor não morreu!
Moribundo e frio,
arrasta-se na penumbra,
com o corpo em chagas
e a alma a sangrar.

Resistiu à tormenta
e à ira sinistra das vagas,
boiando nas águas gélidas,
como um naufrago solitário,
ao sabor de ventos e marés.

Agora, que o sol se levanta,
rompendo os ferrolhos da escuridão
e os exércitos do vento
libertam os corações cativos,
é tempo dele regressar,
porque se esconde dentro de nós
e não morreu ainda,
porque vem do eterno
e eterno é,
e será...


poema escrito em 1999-04-25
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