domingo, 19 de setembro de 2010

Ascensão



Quando a morte se apodera dum corpo,
levando-lhe a carne e os ossos
para a escuridão profunda e esconsa
dos abismos da terra;
sua alma,
recuperando a liberdade de movimentos,
ergue-se acima da atmosfera viciada
deste imenso purgatório,
reúne os ensinamentos
colhidos nos trilhos acidentados
e sobe um degrau mais
na escadaria que, um dia,
a levará de volta ao coração do eterno.



poema escrito em 1992-02-23
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1 comentário:

celina vasques disse...

Adorei poeta! Amei caminhar por entre versos e poemas e sentir o perfume da Poesia!
Voltarei sempre!
beijos meus!

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