sábado, 25 de junho de 2011

Ainda agora enjoei o dia


Ladram os cães no quintal
Por entre a algazarra do vento
Nas traseiras esquecidas da manhã
Ralhando à chuva que cai no cimento
Ainda agora rompeu o dia

Ladra o vento que cai nas traseiras
Por entre a algazarra da chuva
No cimento esquecido do quintal
Ralhando aos cães da manhã
Ainda agora latiu o dia

Na algazarra que cai no quintal
Os cães esquecidos do vento
Ralham às traseiras da manhã
Ladrando por entre a chuva no cimento
Ainda agora caiu o dia

Cai a chuva nas traseiras do vento
Esquecida no quintal de cimento
Por entre os cães que ralham
Ladrando à algazarra da manhã
Ainda agora enjoei o dia


______________________________________________
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16 comentários:

Cris de Souza disse...

caiu bem esta leitura. gosto de cães, principalmente os vira-latas.

abraço, meu caro!

helio.rocca disse...

Olha, você escreve muito bem. Gostei muito!

Silene Neves disse...

Incrível o que vc fez com as palavras! Relatando tantas possibilidades em um único momento. Perfeito! Parabéns!

Beijos

Sil

CYWMARA WADISQUY disse...

É...as vezes o dia merece ser enjoado!!!

XEROOOO

http://cywmara.blogspot.com

MARILENE disse...

Gostei da troca de palavras, da brincadeira que fez, porque o sentido do que disse em nada foi prejudicado.

Bjs.

M. disse...

O Título é genial!!! Se a inveja se visse estava em apuros...

E o texto é muito bom. Mas isso já é costume:)

Marly Bastos in "palavreados ao vento" disse...

Nossa! Você brincou com os versos, como se fosse brincadeira de "amarelinha". Gostei e me confundi nas mudanças.Mas em tudo as palavras entrelaçaram bem.
Parabéns Runa. Beijokas e bom final de semana

Reinadi Sampaio disse...

‘Ainda agora enjoei o dia’
Eu gostava, desde muito tempo, de um poema, cujo um galo tecia a manhã, com outros galos. Além da beleza das palavras “Tecendo a Manhã”, envolvendo o dia, existe nele, um maravilhoso jogo de palavras com consoantes oclusivas, que segundo os críticos conferem ao texto a sugestão de arregimentação de todos para tecerem o amanhã, para lutarem por suas ideias e ideais. Esse teu poema poder-se-ia dizer: “tece” ‘n’ situações além das descritas por ti – e-mails, prefácios, amizades sinceras, um soneto, o realizar de um sonho, em que tuas palavras soberanas, ditas por uma voz belíssima, nunca serão esquecidas, ainda que, em meio à algazarra do dia.
Parabéns meu grande amigo!
Da tua amiga.
Reinadi.

José Sousa disse...

Muito bom este seu poema Runa! Adorei mesmo. Estarei aqui sempre te acompanhando. Te espero nos meus.

Um beijo grande e belo Domingo.

marlene edir severino disse...

Sem palavras!
Calou nas profundezas aqui no quintal
e além...

Impecável poema,
e a imagem complementou lindamente
triste

Afetuoso abraço!

Marlene

Marly Bastos in "palavreados ao vento" disse...

Runa, acho que a culpa não é somente dos homens não. Homens se encantam e se deixam encantar... O problema é que a vida corre e as coisas caem na rotina e vocês homens são mais práticos e nós disso não temos nada.Daí cobramos, vocês se sentem pressionados e está formado o impasse.
Bem o que escrevi é o que minha razão diz, mas como eu não sou formada por razão, concordo com você, a culpa é sempre deles...(risos)
Beijokas e uma boa tarde de domingo.

CF disse...

Runa
Magistral palavreado que nos ralha em algazarra no nosso quintal...
Vejo o latir do dia com um sol a raiar
E nas traseiras, autrora de cimento uma alma despontar... :)
Esplêndido!!!
Abraço

mfc disse...

Um poema que joga com as palavras, desmontando o tédio que por vezes nos envolve.

Aurora disse...

A imagem é de tortura, solidão e de um animal em sofrimento. Quem conhece cães percebe o sofrimento que o animal sente.

Suzane Weck disse...

Ainda agora enjoei o dia....titulo significativo;texto esplendido,fotografia sensacional.Parabens.

Reinadi Sampaio disse...

Sempre volto aqui para ler este poema... e mais encantada fico.
Flor.

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