domingo, 28 de novembro de 2010

2012



Sondo o futuro
com os olhos apocalípticos do profeta
bebendo a treva do caos
na malga de sangue
dos impérios desmantelados.

À minha volta,
tudo se desmorona
numa vertigem de sinos
e ânforas quebradas.

Todos os sinais se completam.
Todos os horizontes se fecham
no ponto sem retorno
do fim dos caminhos
e no clamor dos abismos
a retornarem ao pó e às cinzas.

Atrás do reposteiro escuro
do consumar dos séculos
desfolho, lentamente,
as ultimas folhas do calendário,


o derradeiro salmo dos condenados.


poema escrito em 2010-11-27
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3 comentários:

Eduarda disse...

Runa,

Na volta do mundo, as profecias que nos atormentam, mas que acabam sempre iguais.

ler-te será sempre um privilégio.

bj

Colecionadora de Silêncios disse...

Runa, Poeta querido... essa sua poesia impactante me arrepia! :)

Adorei o poema!

Beijos e obrigada pelo carinho de sempre lá no meu blogue, viu? :)

Cris de Souza disse...

salve, salve!

assombra-me, no melhor dos sentidos.

beijo, Runa.

(teu comentário fez-me sorrir)

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