segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Memórias fugidias



Chegaste na luz dos pássaros
que rebentavam nas gengivas da manhã
agitando rumores dispersos
no cascalho corroído do céu da boca

mas logo te desfizeste numa nuvem de pó
quando esfreguei o cio das olheiras
e tentei morder os lábios


poema escrito em 2010-08-21
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3 comentários:

Eduarda disse...

Runa,

que dizer deste momento?

como sempre que amei!

bj

Reinadi Sampaio disse...

Tempo...
Mesmo o tempo
Que a nossos olhos parece uma eternidade,
esse tempo é incontável
– de tão rápido que acontece...
Deixando fugidias as memórias - Efemeridades!


Um grande abraço fraterno meu amigo.
Flor.

Colecionadora de Silêncios disse...

Uau! Eu adoro sua forma de fazer poesia... é tão intensa, tão crua e nua. Tão sua! :)

Amei! Beijos

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