sábado, 20 de setembro de 2014

Curva branca


Em forma de ponte
dobrava-me para a frente
e atravessava-te
de um extremo ao outro
unindo num só desejo
as duas margens
do teu corpo encrespado

eras então uma ilha
onde me refugiava
do rugido das tempestades
e da insânia das marés
um marulhar ébrio
de águas a correr
sobre o meu leito árido

e eu inclinava os ombros
e deixava-me levar
ao sabor dessa ondulação
até que fosses somente
a curva branca de um rio
onde o arco-íris ia saciar
a sua sede de novas cores

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7 comentários:

Passarinho de Primavera disse...

Teus versos merecem verso

O frio que arrepia a pele
excita teus desejos
acentua-te o calor
incendeias-te

Karinna* disse...

*incrível simbiose- verso/ sentimento/ sentidos/ amor...
Belo, como sempre, instigante e admirável.
Beijoka*

Passarinho de Primavera disse...

Isso mesmo, uma simbiose de amor perfeito! Onde cada momento se transforma em pura poesia.

Flor de Jasmim disse...

Belíssimo como sempre!
As tuas palavras transmitem amor.

Bom domingo meu amigo Runa.

beijinho e uma flor

Rô... disse...

oi Runa,

o amor é transformador,
cada minuto de amor,
muda o mundo...

beijinhos

rosa-branca disse...

Olá Runa, estive ausente mas aos poucos vou visitando os amigos. Adoro a tua forma de escrever sempre nostálgica e sofrida que me faz doer a alma. Beijos com carinho

Franciéle Romero Machado disse...

Olá quanto tempo...chego aqui e me impressiono com estes belos versos. Cada linha tem sua beleza e a leveza do amor. Cada verso em sua imensidão de sentimentos e em poucas palavras transmite tanta coisa. Sem palavras, realmente impressiona sua forma de escrever! *--*

Abraços e uma boa tarde!
[Postei um novo poema, se quiser visitar-me]

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Abraço. Volta sempre.

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