quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A idade das pedras


Quando eu tiver a idade destas pedras
que o mar acaricia com língua salgada
e o meu futuro forem apenas memórias
esvoaçando nas quilhas do esquecimento
não mais serei refém desta melancolia
que o vento desenha no areal do entardecer.

Quando eu for da idade destas pedras
lambidas pelo embalo da ondulação
e meu nome tiver sido apagado da areia
pela espuma branca de muitas marés
sentar-me-ei aqui neste velho pontão
como uma embarcação ancorada ao sol
na eterna transparência de um voo suspenso
a decifrar o segredo azul dos oceanos.

_________________________________________
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8 comentários:

Passarinho de primavera disse...

Velejando mares


Teus versos
Neles tudo é tão intenso
Como as profundezas azuis dos oceanos
– (Só nós sabemos) –
– Sempre veementes (sentimentos)
Sempre únicos e sempre nossos
– E sempre inconformados –
Superaremos todas as distâncias,
Venceremos o tempo,
O vento teu nome pronunciará,
Nas suas asas trará memórias
E levará a melancolia do esquecimento.

Teoricamente deveríamos
Andar sempre de cadeias às avessas
Mas na prática, é uma Simbiose única
– Desafiando todas as leis –
Quebrando muitos dogmas,
Voando alto,
Batendo forte
Falando loucuras
Arrepiando os próprios arrepios!

Entendes que o léxico de uma escrava é limitado,
E mesmo assim sempre nos reinventamos,
E somos praticamente híbridos!

E quando tiveres a idade das pedras
Eu serei a pedra que te receberá
Para o descanso eterno
E juntos velejaremos todos os mares.

Rô... disse...

oi meu amigo,

lindos versos,
e desvendar segredos é privilégio de poucos...
desculpa pela ausência,
mas a Valentina(minha netinha) nasce domingo
e estamos na correria...

beijinhos

Flor de Jasmim disse...

Profundo!
Teu nome pode ser apagado da areia,mas nunca dos corações daqueles que te querem bem.
Bom fim de semana meu amigo

beijinho e uma flor

José María Souza Costa disse...

Olá

Belissimos versos.
Amei
Tenha um fim de seman, agradavel.

Marly de Bastos disse...

As pedras vão sendo buriladas, roladas de um lado pro outro e vão se transformando aos poucos e aí digo eu, que nessa burilações vão aprendendo a ser pedras eradas. O tempo faz o mesmo com a gente...
bjkas doces.

Sérgio Carvalho - Sonetos disse...

O tempo passa, nossa essência serrá sempre eterna. Um abração, meu amigo, linda obra.

Magali Schmitt disse...

Runa, não sei como definir o sentimento que tive ao ler este teu texto de total entrega. Sensível, profundo, eterno como as marés eos segredos do oceano. Lindo.

Forte abraço.

Elis Cândido disse...

Runa
Tudo o que leio aqui sempre me toca a alma... mas este texto é de uma beleza sem tamanho.

Abraços sempre!

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