domingo, 25 de agosto de 2013

Um atalho para medir a ausência de Deus


Um balouço rangeu toda a noite
o queixume da madeira encharcada
como uma oração que o vento rumina
com os lábios gretados pela insónia.
Tolhidos pelo desamparo da sede
com que a chuva ameaça o futuro
sombras esguias sentam-se ao luar
à espera daquilo que nunca regressa.
Varando os trilhos da memória.
Buscando no fumo e no bojo do frio
um atalho para medir a ausência de Deus.

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4 comentários:

Solange disse...

a espera do regresso é a alma da ausência de si mesmo..

bjs.Sol

saudade de vc no parole

Rô... disse...

oi Runa,

Deus só se ausenta,
quando não conseguimos acreditar Nele...
aí,a espera é inútil...

beijinhos

Nequéren Reis disse...

Olá!!!, Deus te abençoe, Deus nunca esta ausente e sim bem presente nós que estamos distante dele, o seu blog é maravilhoso continue assim, S-U-C-E-S-S-O
Já estou te seguindo, aguardo a retribuição.
Canal de youtube: http://www.youtube.com/NekitaReis
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Batom-Vermelho/490453494347852?ref=ts&fref=ts
Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br

Passarinho de Primavera disse...

Para além dessa noite

Lá, para além dessa noite,
que não mais se fará presente
teus lábios ressequidos
quais areias do deserto
sentiram a sede.
A chuva veio
trouxe de volta
as madressilvas.
As fumaças dissiparam
já não precisas mais do alento do cigarro
devorado na varanda.
Teu olhar reflete do luar
a luz dos dias vindouros.
O seio que te acalentou
em um abraço te conforta.
No teu existir
tua fé é infinita
“Um atalho para medir a ausência de Deus”,
Inexiste.

Passarinho de primavera

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