Éramos como pequenas naus de um mar atribulado
junto à rebentação das vagas nocturnas.
Fantasmas costeiros de uma sede vertiginosa
à deriva nas águas de um futuro sem horizontes.
Pulsos atados aos vapores turvos do vento
e ao leme de bússolas sem qualquer norte,
percorríamos a cartografia das vielas dispersas,
com a ânsia entorpecida das marés de verão
a desbravar pontões de areia e nevoeiro
na espuma gelada de canecas transparentes.
Entre a insónia estilhaçada das correntes
e os velhos portos onde sempre atracávamos,
dávamos à costa na dormência das algas encharcadas,
em busca da luz amputada na incerteza das manhãs,
onde repousávamos o cansaço de velas retalhadas
nos limos exaustos das tempestades sem rumo.
poema escrito em 2010-10-27
junto à rebentação das vagas nocturnas.
Fantasmas costeiros de uma sede vertiginosa
à deriva nas águas de um futuro sem horizontes.
Pulsos atados aos vapores turvos do vento
e ao leme de bússolas sem qualquer norte,
percorríamos a cartografia das vielas dispersas,
com a ânsia entorpecida das marés de verão
a desbravar pontões de areia e nevoeiro
na espuma gelada de canecas transparentes.
Entre a insónia estilhaçada das correntes
e os velhos portos onde sempre atracávamos,
dávamos à costa na dormência das algas encharcadas,
em busca da luz amputada na incerteza das manhãs,
onde repousávamos o cansaço de velas retalhadas
nos limos exaustos das tempestades sem rumo.
poema escrito em 2010-10-27
