Sente o vento lambendo as janelas
com cristais de chuva
escrevendo o meu nome
nos vidros embaciados
onde em silêncio me esperas
Recolhe esse sopro inquieto
que de longe te estendo
numa maré de esvoaçantes desejos
a rebentar de encontro às muralhas
da tua transparente nudez
enquanto refaço em segredo
os passos que me faltam
para abraçar tua claridade dispersa
Gastei todos os meus dias
perseguindo teu perfume serpenteante
no chão íngreme da distância
onde os sonhos envelheceram
numa ilusão de pálpebras gastas
à espera de ver acender nas margens
a fogueira que guia na noite
os passos que me restam
para finalmente me perder
na volúpia do teu corpo incendiado
com cristais de chuva
escrevendo o meu nome
nos vidros embaciados
onde em silêncio me esperas
Recolhe esse sopro inquieto
que de longe te estendo
numa maré de esvoaçantes desejos
a rebentar de encontro às muralhas
da tua transparente nudez
enquanto refaço em segredo
os passos que me faltam
para abraçar tua claridade dispersa
Gastei todos os meus dias
perseguindo teu perfume serpenteante
no chão íngreme da distância
onde os sonhos envelheceram
numa ilusão de pálpebras gastas
à espera de ver acender nas margens
a fogueira que guia na noite
os passos que me restam
para finalmente me perder
na volúpia do teu corpo incendiado
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